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Pra não esquecer

Em 2017, a cantora abriu uma campanha de financiamento coletivo com vistas à materialização de sua trajetória, a amostra física de um sonho, e arrecadou o suficiente para a gravação e prensa do seu primeiro EP. Pra não esquecer, lançado no final de abril, reúne cinco canções compostas por amigos próximos da cantora e pianista, sob direção musical do maestro, arranjador e produtor musical Henrique Villas Boas.

 

Laço, faixa solar que inaugura o compacto, foi composta por Igor de Carvalho e é mesmo primeiro passo para dentro da prosódia paulistana e melodiosa de Mariane Claro. Amarando, de Bruno Menegatti e Zaca de Oliveira, o relato de alguém atravessado por forças naturais que culmina com a notícia daquilo que somos. Pausa, parceria entre Mariane Claro e Henrique Villas Boas, anota a frase que dá nome ao show e ao CD — “pra não esquecer o que importa mais”. Mareou, de Potiguara Menezes e Janaína Pereira, um lamento úmido que é, do mesmo modo, a condição atmosférica do disco, encharcado de afeto. A noturna Maldita, de Flaira Ferro, a confissão íntima daquela que, por ser amor, é também seu avesso, encerra o ciclo acústico do trabalho.

 

O show de lançamento de Pra não esquecer aconteceu no Teatro de Contêiner, centro cultural inaugurado pela Cia Mungunzá, no ano de 2016, e abrigo de onze contêineres abertos às manifestações artísticas da cidade de São Paulo. No dia 18 de maio de 2018, Mariane Claro e o quarteto formado por Henrique Villas Boas (piano), Maurício Biazzi (baixo), João Fidelis (bateria) e Bruno Menegatti (violão e rabeca), somaram cinco músicos. Pra não esquecer.